terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O "Dublinense" James Joyce - 02/02/1882 - 13/01/1941


Peço licença aos leitores, já que após a publicação anterior, disse que iria escrever a segunda parte sobre Melancolia e Narcisismo, porém, ainda o farei. Mas, movida por um motivo nobre, pois hoje é aniversário de James Joyce, farei a minha singela homenagem a esse gênio da escrita. Minha homenagem é repleta de admiração, uma vez em que minha primeira ideia para o meu TCC ano passado, seria de problematizar a sua estrutura. O TCC não foi possível devido a grande complexidade para uma pobre acadêmica de Psicologia, rs. Bem, sem mais delongas, vamos a Joyce, por favor.

James Augustine Aloysius Joyce é um escritor irlandês que nasceu em Dublin no dia 02 de fevereiro de 1882, e faleceu no dia 13 de janeiro de 1941, portanto, aos 58 anos de idade.
Autor de "Ulisses", publicado em fevereiro de 1922, e considerada uma das mais importantes obras da literatura ocidental, uma vez que inaugura o romance moderno.

'Ulisses" é uma história retratada num único dia:16 de junho de 1904. Seus personagens, Stephen Dedalus, Leopold Bloom e Molly Blomm passam por situações como os episódios da Odisseia, de Homero. É bom lembrar que nessa obra, Joyce reinventa a linguagem e a sintaxe, além de incorporar teorias da psicanálise freudiana a respeito do comportamento sexual. Com isso, o livro passa a ser proibido no Reino Unido e nos Estados Unidos, passando a ser liberado apenas em 1936.

Falando brevemente sobre Lacan e Joyce, existe um livro "Efeitos da letra, Lacan leitor de Joyce" - na qual estou lendo atualmente - onde o autor, Ram Mandil, mostra essa aproximação de Lacan com os textos do autor. Sobre o mesmo, Lacan não fala sobre uma sublimação, ou um "destino feliz" como dizem, mas sim de um "sintoma" ou "sinthoma", como Lacan mesmo prefere. É na obra de Joyce que Lacan encontra suporte para a renovação do conceito psicanalítico de sintoma, renovação que aliás, como o próprio autor faz menção, ainda estamos avaliando. Neste sentido, Lacan, assim como Freud, tem a plena consciência de que a "arte em geral, e a literatura em particular, como bem observa François Regnault (1939), participam da organização dos conceitos da psicanálise" (MANDIL,2003, p.19-20).
Poderia escrever mais, mas creio que aí entraremos num contexto delicado e deveras complexo para o momento. Assim, para encerrar a minha singela e humilde homenagem, deixo um pequeno excerto do final dessa obra magistral de Joyce, "Ulisses": 

"O amor ama amar o amor". 

P.s: JOYCE EU TE AMO. 


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