Há todo
um mistério que gira em torno dos sonhos. Mas, de acordo com a psicanálise, e
mais especificamente, Freud, sonhos são a manifestação de um desejo
inconsciente.
Há quem
tenha livretos com os significados daquilo que se sonha, e até apostam na
loteria caso se sonhe com algum número. Pode até dar certo mesmo, mas, a isso
chamamos de sorte. E sorte vem e vai, para todos.
Existem
abordagens na psicologia que traduz o sonho com uma explicação pronta, ou seja,
se você sonha com cavalo, por exemplo, é porque significa isso e aquilo. Particularmente,
respeito e até admiro essas teorias, mas não trabalho com
elas.
Sonhos
dizem sempre respeito ao próprio sonhador. É dele o sonho. É fruto de seu próprio
inconsciente, de suas questões. Portanto, o sonho é único, e como tal, somente
ele sabe traduzi-lo. Nesse sentido, o analista o ajudaria a torná-lo menos
embaraçoso para si mesmo.
Todo
sonho quer dizer alguma coisa. Até mesmo aquele em que você presume ser uma
premonição de algo que pode acontecer a alguém, na verdade, é uma mensagem
invertida que quer dizer algo a si mesmo.
Sonhos
que se repetem seguem tendo esse mesmo raciocínio. Há algo que se repete em sua
vida que também comparece em seus sonhos. O que poderia ser isso? A resposta
não está numa teoria pronta, mas trabalhada numa sessão de análise através da
única palavra que realmente sabe: a sua.
Diante de
tal temática, trago a vocês uma crônica de um sonho.
Apenas, respire
Repetia isso a mim constantemente ao acordar do sonho que acabara de ter.
Repetia isso a mim constantemente ao acordar do sonho que acabara de ter.
Eu estava em uma piscina, e havia alguém que por alguma razão desconhecida, não conseguia identificar seu rosto.
Eu tentava subir a superfície, mas, era
impedida por esse alguém. Eu lutava com as mãos em
vão. E quando estava a um passo de desfalecer, esse alguém me soltava.
Conseguia respirar aliviada, porém, não conseguia ver nada. E numa fração de segundos, lá estava eu de volta a briga pela vida novamente.
Isso continuou por um tempo que eu não sei dizer. A briga pela vida era sufocante, eu não via e nem ouvia nada. Apenas sentia meu corpo ir e vir num descompasso frenético.
Dentre as inúmeras vezes em que me corpo estava flutuando nesse ir e vir, e a ponto de desfalecer de novo, sinto outro alguém me tirar com fúria dessa loucura toda.
Conseguia respirar aliviada, porém, não conseguia ver nada. E numa fração de segundos, lá estava eu de volta a briga pela vida novamente.
Isso continuou por um tempo que eu não sei dizer. A briga pela vida era sufocante, eu não via e nem ouvia nada. Apenas sentia meu corpo ir e vir num descompasso frenético.
Dentre as inúmeras vezes em que me corpo estava flutuando nesse ir e vir, e a ponto de desfalecer de novo, sinto outro alguém me tirar com fúria dessa loucura toda.
Também
não consigo ver. Não consigo entender. Estou embalada em braços desconhecidos e
com grande dificuldade, num som que parecia vir de longe, consigo ouvir uma voz
masculina grave e ao mesmo tempo calma, que diz:
“Apenas,
respire. Você está salva. Está comigo.”
Acordei
assustada, mas, ao mesmo tempo me sentindo tão segura. Passei a repetir aquilo
que virou um mantra toda vez que algo me sufoca e pareço desfalecer a olhos
nús:
“Apenas,
respire. Você está salva.”

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